4 de março de 2026

Artigo no Observador questiona modelo previsto para a Fundição de Oeiras

O Presidente da Direção da AMNO publicou no Observador um artigo de opinião dedicado ao futuro da antiga Fundição de Oeiras.

O Presidente da Direção da Associação de Moradores de Nova Oeiras publicou no Observador um artigo de opinião dedicado ao futuro da antiga Fundição de Oeiras. Embora não represente a posição oficial da AMNO, atualmente em preparação, o texto pretende contribuir para o debate público, identificando várias preocupações partilhadas por muitos sócios e moradores do bairro.

O artigo analisa criticamente o projecto de reconversão da antiga Fundição de Oeiras, uma área com cerca de 89.300 m² localizada junto ao Bairro Residencial de Nova Oeiras. Defende que esta intervenção constitui uma transformação estrutural do território e não uma simples operação de preenchimento urbano, pelo que deveria ser orientada por critérios reforçados de integração morfológica, ambiental e funcional.

O texto questiona a densidade prevista — superior a 600 fogos — alertando para o impacto demográfico estimado entre 1.500 e 1.800 novos residentes e para as consequências ao nível de equipamentos, mobilidade, estacionamento e equilíbrio urbano. Argumenta que, embora o projecto possa cumprir os parâmetros regulamentares, a intensidade construtiva rompe com a escala e a lógica de cidade-jardim que caracteriza Nova Oeiras.

São também levantadas reservas quanto à volumetria proposta, à alteração do modelo de mobilidade (nomeadamente a reversão de vias para dois sentidos), e à qualidade da estrutura verde prevista, considerada mais paisagística do que ecológica, sobretudo por recorrer extensivamente a jardins sobre laje e relvados ornamentais em vez de solo natural contínuo.

Por fim, o artigo sublinha a ausência de uma dimensão cultural estruturante na chamada “nova centralidade”, defendendo que a reconversão da Fundição poderia assumir um papel estratégico como polo de criação cultural, articulando memória industrial, inovação e identidade territorial.

O texto integral aprofunda estes argumentos técnicos e estratégicos, propondo alternativas que, no entender do autor, permitiriam maior coerência territorial e melhor serviço ao interesse público a longo prazo.

Leia o artigo completo no Observador.