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Incêndios nos ecopontos: contactámos a PSP, que diz estar a acompanhar a situação

Depois de duas madrugadas seguidas de incêndios em ecopontos no bairro, pedimos uma reunião à PSP. A resposta chegou no dia seguinte: existem medidas em curso e como reportar.

Diogo Ventura / Observador

Na madrugada de terça-feira, 29 de Setembro, arderam cinco ecopontos na Alameda Conde de Oeiras, no nosso bairro. Não foi a primeira vez: há cerca de um mês, os ecopontos do bairro já tinham sido incendiados. Quem acordou com o cheiro a queimado, o barulho dos bombeiros ou o clarão na rua sabe bem o susto que estes episódios causam.

De acordo com o Correio da Manhã e o Observador, os Bombeiros Voluntários de Oeiras foram accionados às 05:28 e mobilizaram sete operacionais e três viaturas. Segundo o Correio da Manhã, não houve feridos, mas há danos numa viatura e em algumas árvores, e a Polícia Judiciária foi accionada e está a investigar o caso.

Perante isto, e perante a preocupação que chegou até nós, escrevemos nesse mesmo dia à Divisão Policial de Oeiras a pedir uma reunião. Explicámos que a repetição destes episódios deixou os moradores alarmados, sobretudo porque, nas duas ocasiões, as chamas estiveram perto de atingir carros e habitações. O que queríamos era simples: conversar sobre o que se passou, perceber se é possível reforçar a segurança na zona, por exemplo com maior vigilância ou outras medidas que a PSP considerasse adequadas, e saber qual o procedimento recomendado para reportar novos incidentes e ajudar a prevenir que se repitam.

A resposta chegou a 30 de Setembro, um dia depois. A Divisão Policial de Oeiras diz compreender e acompanhar a preocupação dos moradores, em particular pela proximidade das chamas a viaturas e habitações. Esclarece, no entanto, que a investigação dos factos é da competência da Polícia Judiciária, e que a PSP está atenta ao fenómeno. Nas palavras da própria PSP:

"Sem prejuízo de a investigação dos factos ocorridos ser da competência da Polícia Judiciária, a Polícia de Segurança Pública encontra-se atenta ao fenómeno e tem vindo a acompanhar a situação no âmbito das suas competências, tendo já sido adotadas medidas de natureza preventiva e de reforço da atenção policial àquela área."

Além das medidas já adoptadas, a PSP informa que está agendada uma reunião com as entidades concelhias competentes, para analisar a situação em conjunto e ponderar, se necessário, outras medidas. Quanto ao pedido que fizemos, a PSP entende que, nesta fase, não se justifica a reunião connosco:

"Considerando que a situação se encontra já em acompanhamento pelas entidades competentes e que estão em curso diligências de natureza preventiva e de articulação institucional, entende-se, nesta fase, não se justificar a realização da reunião solicitada, sem prejuízo de a Divisão Policial de Oeiras continuar disponível para receber informação relevante que possa contribuir para a prevenção de ocorrências desta natureza."

A parte mais útil para o dia-a-dia é a que diz respeito ao reporte de novos incidentes:

"Relativamente ao reporte de novos incidentes, deverá ser privilegiado o contacto imediato para a Esquadra da área ou através do número de emergência 112 sempre que esteja em causa uma situação em curso ou exista perigo para pessoas ou bens. A comunicação célere permitirá o acionamento dos meios adequados e a intervenção no local."

Em situação de emergência, o número é o 112. Para os restantes casos, pode contactar-se a esquadra da PSP na Estação da CP de Oeiras, em Nova Oeiras (214 410 510), ou a Divisão Policial de Oeiras (214 540 230). Quem tiver informação que ajude a identificar os autores ou a esclarecer o que aconteceu pode também comunicá-la às autoridades policiais, presencialmente ou por telefone.

Agradecemos a resposta da PSP e o reconhecimento do papel das associações de moradores na sinalização destas situações.

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