20 de fevereiro de 2026
AMNO irá colocar questões sobre o projeto de loteamento da Fundição de Oeiras
No âmbito da sessão pública relativa ao Pedido de Informação Prévia (PIP) do loteamento da Fundição de Oeiras, a 23 de fevereiro, às 18h00, a AMNO colocará questões que considera essenciais para uma análise mais esclarecida e transparente do projeto.

No âmbito da sessão pública relativa ao Pedido de Informação Prévia (PIP) para a operação de loteamento da Fundição de Oeiras, agendada para o próximo dia 23 de fevereiro, às 18h00, a Associação de Moradores Nova Oeiras (AMNO) participará no debate, continuando a colocar um conjunto de questões que considera fundamentais para uma análise ainda mais esclarecida do projeto. Apelamos à presença de todos os moradores interessados.
A AMNO sempre entendeu que um projeto com esta dimensão deve ser amplamente discutido e enquadrado em termos urbanísticos, ambientais e de impacto na comunidade. Nesse sentido, irá continuar a questionar a densidade habitacional prevista e a capacidade das infraestruturas existentes para responder ao aumento populacional estimado, designadamente ao nível das vias de circulação, estacionamento, equipamentos escolares, serviços de saúde e restantes equipamentos públicos.
Continuará a ser solicitada uma diminuição da volumetria e altura dos edifícios propostos, nomeadamente no que respeita ao seu enquadramento no perfil urbano e no “skyline” característico de Oeiras, bem como aos impactos visuais e à integração arquitetónica com a envolvente.
A mobilidade constitui outro dos pontos centrais das preocupações da associação, uma vez que o projeto acarreta consequências diretas no Bairro Residencial de Nova Oeiras — nomeadamente no redesenho de estradas, vias e acessos. A AMNO continuará a questionar as medidas concretas previstas para evitar o agravamento do congestionamento rodoviário e promover soluções de mobilidade sustentável.
A AMNO recorda ainda que Nova Oeiras constitui um dos exemplos urbanísticos mais equilibrados e bem-sucedidos do país, combinando uma densidade habitacional equilibrada com uma forte presença de espaços verdes, adequada escala edificatória e qualidade de vida reconhecida. Perante um exemplo tão próximo geograficamente e tão consolidado ao longo de décadas, considera-se legítimo questionar se não deveria o novo desenvolvimento inspirar-se nesse modelo, replicando as boas práticas que fizeram de Nova Oeiras uma referência em planeamento urbano equilibrado.
A Associação reafirma que o seu objetivo é contribuir de forma construtiva para um debate transparente e fundamentado, defendendo um desenvolvimento urbano equilibrado, sustentável e alinhado com os interesses da comunidade.





